A ACIB

História da ACIB

História da ACIB
A fundação da ACIB ocorreu em uma época em que a sociedade brasileira passava por momentos cruciais de transição política e social. Em 1930 houve a ruptura do compromisso constitucional do país. Em seguida, em 1932, São Paulo, o estado líder da federação, deflagra um movimento revolucionário, ao qual pagou caro tributo pelo idealismo de buscar a retomada do caminho da constitucionalidade.

No inicio da década de 30, o país entrava numa nova era e em todas as partes, principalmente no interior, reinava muita esperança e expectativa de gradativa mudança de usos e costumes em todos os campos de atividades, principalmente no comércio e na indústria. Os homens engajados nestas atividades não eram os “empresários” como hoje são denominados. Eram os negociantes, comerciantes e industriais.

O principal motivo da fundação da Associação Comercial e Industrial de Barretos foi à necessidade da organização de comerciantes e industriais para em consenso estabelecer uma melhor coesão de ambas as classes. Também era necessária a orientação do registro de firmas nas diversas repartições, o encaminhamento de contratos e distratos, etc. Algumas firmas de maior porte, para atender suas necessidades de orientação, estavam ligadas à Associação Comercial de São Paulo. A grande maioria, porém, não contava com tal apoio em momentos de dificuldades, e estas eram muitas, principalmente no setor fiscal, do Estado e da união.

Assim, após várias reuniões preliminares, realizou-se no dia 21 de Janeiro de 1936, na “sociedade União Síria”, a reunião de fundação da Associação Comercial e Industrial de Barretos.

Uma comissão de redação dos estatutos foi organizada, sendo composta por Thomaz de Almeida, Jefferson de Menezes Camargo e Rafael de Lourenço. Também foi eleita uma diretoria provisória, constituída da seguinte forma: Presidente – João Gai; 1º Vice-presidente – Jefferson Menezes Camargo; 2º Vice-presidente – Mussa Calil; 1º Secretário – Rafael de Lourenço; 2º Secretário – Thomaz de Almeida; 1º Tesoureiro – José Galati; 2º Tesoureiro – Alcino Pedro.

Em 9 de fevereiro de 1936 os estatutos foram aprovados e em 20 de março foi eleita a primeira diretoria definitiva, tendo a seguinte composição:

Presidente – Gastão de Castro Leite; 1º vice-presidente – Jefferson Menezes Camargo; 2º vice-presidente – Pedro de Arruda Junior; 1º secretário – Rafael de Lourenço; 2º secretário – Antônio Morais Barros; 1º Tesoureiro – João Gai; 2º Tesoureiro – Mussa Calil; Consultores: João da Silva Anção, Alcino Pedro, João de Aguiar, Daher Abrão, Eugênio Scannavino, Antônio Rodrigues Vieira, Benedito Silveira, João Baroni, Thomaz de Almeida, José Tedesco, Demétrio Hayek e José Galati.

Foi procurando lugar para instalar a sede e esta escolha recaiu num anexo do Cine Teatro Santo Antonio. No ano de 1940 foi inaugurado o edifício próprio da Associação, na rua 20, prédio de três andares. O projeto e a construção foram confiados a José Fontão. Em 25 de agosto de 1949 a ACIB recebeu a declaração de Órgão Técnico e Consultivo do Poder Público e foi declarada de Utilidade Pública em 15 de junho de 1948.

Barretos tinha falta de uma biblioteca. A ACIB partiu pra a concretização deste sonho. Foi instalada no salão nobre, no terceiro andar do prédio. Foi aberta aos consulentes, independente de filiação à entidade, sendo logo filiada ao Instituto Nacional do Livro, órgão federal que fazia constantes doações de obras, mediante convênios com editoras. Gastão de Castro Leite era admirador de Affonso d’Escragnolle Taunay e propôs que fosse adotado este nome para a biblioteca. Ao ser comunicado disto, Affonso enviou uma carta de agradecimento e remeteu várias obras. Affonso era diretor do Museu do Ipiranga, não podendo estar presente na abertura solene da biblioteca por motivos de saúde. Posteriormente a biblioteca foi transferida para o município.

Presidiram a ACIB desde sua fundação até a presente data as seguintes pessoas: João Gai (provisório) – 1936; Gastão de Castro Leite – 1936/1943; 1948/1951; João Baroni – 1944/1945; Olivier Waldemar Heiland – 1956/1965; Abdala Ned Rezeck – 1966/1967; Antônio Francisco Scannavino – 1968/1969; Alcides Paula da Silva - 1970/1971; Ibraim Martins da Silva – 1972/1977; Antônio Amêndola – 1978/1979, 1980/1981; Franciso Assis Martins 1982/1983; Flávio Claro de Faria – 1984/1985; Garibalde Perini – 1986/1987; Domingos Sávio Freitas Baston – 1988/1989; José Marcelo Abrão Miziara – 1990/1991; Antônio Carlos Dal Porto – 1992/1993; Waldir Prata Aluani Lima – 1994/1995; Flávio Claro de Faria – 1996/1997; Domingos Sávio F. Baston – 1998/1999, 2000/2001; Manuel Alexandre Costa - 2002/2003, 2004/2005 - Luiz Carlos Silva - 2006/2007, 2008/2009 e André Angelo Peroni - 2010/2011, 2012/2013, 2014/2015 Roberto Arutim.