CONHEÇA BARRETOS

História de BARRETOS

A fundação de Barretos deu-se no dia 25 de agosto de 1.854 entretanto a sua origem remota o ano de 1.831, quando chegaram nesta região os irmãos Francisco José Barreto e Antônio Barreto. Chico Barreto nasceu na cidade de São José da Campanha, estado de Minas Gerais. Mudou-se de sua terra natal e fixou residência em Caldas velhas, também no estado de Minas. Lá casou-se com Ana Rosa. Do casamento nasceram oito filhos, naquele ano de 1831, Francisco José Barreto e seu irmão, acompanhados de toda a sua família, decidiram vir para o norte do Estado de São Paulo e tomar posse de uma gleba de terras à margem esquerda, entre a confluência dos rios Grande e Pardo. Cinco dos filhos de Francisco José Barreto já estavam casados. O local escolhido passou-se a denominar Fazenda Fortaleza. A região pertencia ao município de Araraquara e chamava-se Sertão de São Bento de Araraquara. Algum tempo depois da chegada de Chico Barreto chegou Simão Antônio Marques e sua família que também era da cidade de Caldas Velhas. A sua propriedade chamava-se fazenda Monte Alegre. No ano de 1.845 as duas famílias pioneiras, os Barreto e os Marques, instituíram o povoado delimitando uma área comum às duas fazendas, doada à igreja, recebendo o nome de "patrimônio do Espirito Santo" , cresceu e virou a "Villa dos Barreto", depois "Villa Barreto" e finalmente "Barretos". No dia 25 de agosto de 1.854, seis anos após a morte de Francisco José Barreto e de dois anos após a morte de sua mulher Ana Rosa, seus filhos, nora e genros, seus filhos doaram sessenta e dois alqueires da Fazenda Fortaleza. Da mesma forma Simão Antônio Marques, sua esposa e irmãos, doaram 20 alqueires de terra da Fazenda Monte Alegre. Os dois lotes de terra totalizando oitenta e dois alqueires foram doados ao Divínio Espirito Santo, afim de que se constitui-se uma capela para que ao redor nascesse um povoado. A sede da Fazenda Fortaleza, onde morava a família de Chico Barreto, situava-se na parte sul da cidade, nas imediações das atuais ruas 6 e 8 com as avenidas 13 e 11 no quarteirão onde hoje encontra-se o marco histórico da cidade e o Hospital Psiquiátrico e Asilo Dr. Mariano Dias.

A cidade foi considerada a "Capital da Pecuária Nacional" e é conhecida atualmente como a "Capital do Country Brasileiro". A origem da "Capital da pecuária nacional" devem-se à excelência de suas pastagens, surgida por um acidente da natureza, através de uma forte geada no mês de junho de 1.870, "queimando" por conta da intensidade do frio a fechada mata existente.

Após a geada, no dia 24 de agosto do mesmo ano, dia de São Bartolomeu, a vegetação ressequida foi devorado por um incêndio de grandes porções acabando com a mata fechada existente. Com a chegada da primavera e das chuvas, surgiram imensas pastagens naturais, estabelecendo excepcionais condições para a engorda de gado. Fazendas foram estabelecidas e grande contigente foi atraído pelas possibilidades de ganhos que a atividade pecuária passou a propiciar na região. A melhoria nas condições de transporte permitiram a ocupação acelerada do território e a consolidação de uma rede urbana que continuamente atraia imigrantes.

Em 1.909 a ferroviária chegou a Barretos e redimensionou o crescimento da cidade. Entrepostos, depósitos e unidades de beneficiamento de grãos foram construídos. A disponibilidade de transporte eficiente a existência de boas condições para o desenvolvimento e expansão da pecuária permitiram que em 1.913 se instala-se na cidade a Companhia Frigorífica Anglo Pastoril. Alem de suas instalações industriais foram também construídos uma vila operária e um ramal ferroviário às margens do Ribeirão Pitangueiras.

A infra-estrutura de transporte continuou desempenhar importante papel no desenvolvimento econômico que se seguiu. O asfaltamento da via Washington Luiz e posteriormente a Rodovia Brigadeiro Faria Lima foram fundamentais para a atração de indústrias e novas contingentes migratórios, consolidando não apenas importantes Centros Urbanos, como Campinas e Ribeirão Preto, mas também centros menores como Barretos.

Durante muito tempo Barretos foi o centro da pecuária nacional, ocorrendo aqui os vultuosos negócios graças a quantidade e a excelente qualidade de seus rebanhos levados à mostra nas exposições de animais e produtos derivados tendo como palco o recinto Paulo de Lima Correia Inaugurado no ano de 1.945. A cidade ostentou durante muito tempo um outro título: vitrina da pecuária brasileira.

Novas atividades agrícolas foram adquirindo importância durante este processo. Dentre elas destaca-se a heveacultura e a citricultura, que cresceu na região durante as décadas de 60 e 70. Nesse período assistiu-se também a um intenso processo de modernização da agricultura, expandindo-se a produção mecanizada de grãos, especialmente de soja. Nos anos 80 o cultivo de laranja assumiu grande importância e passou a disputar com a cana-de-açúcar a posição de principal produto agrícola regional.

Cidade festeira por natureza, Barretos ainda guarda muitos traços de sua cultura caipira, sertaneja e interiorana. O rico folclore desenvolvido na região tem característica peculiares. A própria fala do Barretense traz um sotaque caboclo, que acabou invadindo a urbanidade aparente. Tradições presentes nas folias de Reis, grupo folclórico, músicas típicas, comida feita no fogão de lenha. Uma terra onde a tradição anda de braços dados com a vanguarda.

Atualmente Barretos é conhecido internacionalmente por sediar a Festa do Peão de Boiadeiro. O evento tem hoje grande importância para a dinâmica da economia do município, pois tem permitido o crescimento dos setores ligados ao turismo e à produção de artigos country, com enorme efeito multiplicador em termos de geração de renda e emprego.

Com os seus 130.000 habitantes, Barretos é sede da 13º Região administrativa do Estado de São Paulo. Barretos hoje é um centro Universitario, pois possui a UNIFEB: com os curso de Administração, Agronomia, Ciência Contábeis, Direito, Educação Física, Engenharia de Alimentos, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica Computação e Automação, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Farmácia, Física Médica, Gastronomia, Química Tecnológico, Odontologia, Serviço Social, Sistema de Informação, Zootecnia, Educação Física, Fisíca, Matemática, Pedagogia, Química; a Faculdade Barretos: com cursos de Administração, Ciências Contábeis, Direito, Enfermagem, Licenciatura em História, Nutrição, Sistema de Informação; o ISEB:Letras e pedagogia; e o Instituto Federal: com Agronegócio, Alimentos, Eventos, Manutenção e Suporte em Informatica ( Cursos Tecnicos integrados: Agropecuaria, Informática, Alimentos), Superiores: Licenciatura em Ciências Bioloficas, Tecnologia em Analise e Desenvolvimento de Sistemas, Tecnologia em gestão de Turismo), seis emissoras de rádio, dois jornais diários, uma emissora de televisão e onze agências bancárias.

Com uma economia ainda baseada nas atividades ligadas à agro-pecuária, num excelente setor de comércio e serviços, Barretos expande o seu parque industrial, com a criação de um polo tecnológico, e investe no desenvolvimento do turismo, como fatores de geração de empregos, recursos e progresso.